Os recursos didáticos são uma das formas que o professor de modo geral tem de encontrar para facilitar o ensino-aprendizagem, mas para isso ele deve tirar os fantasmas que os cercam, mudar sua prática pedagógica que há muito tempo vem sendo tradicional e modificar suas atitudes, pois, há aqueles que pensam que ensinar é apenas transmitir informações, não aceitam as mudanças e criticam as reformas pedagógicas, além de condenar as novas formas de avaliar o aluno.
Aprende-se durante todo o percurso de nossa vida, isso ocorre de forma intencional ou não. Para muitos estudiosos, a aprendizagem não é compreendida de tal forma que não se sabe o que ocorre na pessoa tanto interior como exteriormente quando se aprende.
Para Woolfolk (2000 apud LAKOMY, 2008, p. 15)
A aprendizagem ocorre por meio da repetição e pela imitação, referindo-se apenas a comportamentos observáveis e mensuráveis; nada fala, portanto, sobre as operações mentais próprias do processo de construção do conhecimento que leva à aprendizagem.
O aluno recebia a informação, escrevia, memorizava e repetia. Repetia exercícios feitos em sala de aula e treinava em casa. Media-se o conhecimento do aluno, recebido através de repetição, com aplicação de testes, em que se repetisse bem o professor havia feito, concluí-se que sabia. É verdade que alguns alunos chegavam a compreendem o faziam e a maioria se esquecia do que havia memorizado.
Na realidade segundo Fontana (1998, apud LAKOMY, 2008, p.16)
O aprendizado consiste em uma mudança relativamente persistente no comportamento do indivíduo devido à experiência. Esta abordagem, portanto, enfatiza de modo particular a maneira como cada indivíduo interpreta e tenta entender o que acontece. O indivíduo não é um produto relativamente mecânico do ambiente, mas um agente ativo no processo de aprendizagem, que procura de forma deliberada processar a categorizar o fluxo de informações recebido do mundo exterior.
Construir sobre o conhecimento prévio, enfatizar sobre o pensar, dar tempo para pensar, esperar por explicações ou justificativas para as respostas ou pelo modo de pensar, fazer perguntas e saber ouvir, trabalhar os conceitos e procedimentos para resolver problemas.
A aprendizagem atualmente tem várias circunstâncias, mostrando que aprender não é apenas decorar ou ter um hábito mecanizado de resolver exercícios matemáticos, o aluno hoje, tem que ter a capacidade de analisar e ter um bom uso do seu raciocínio. O aprendizado depende também daquele que sabe e de quem quer saber, é na verdade dividir a sabedoria e atualizar seus conhecimentos através de questionamentos, procurando respostas claras e que todos tenham acesso ao saber.
De um lado, visões tradicionais influenciam a leitura dessas propostas, dando a velhos procedimentos um verniz de mudanças; de outro lado, a confusão entre conhecimento e saber conduz a distorções que comprometem o trabalho docente e o da própria escola. (MICOTTI, 1999, p.160)
No ensino tradicional algumas atividades eram feitas ao acaso, sem uma orientação adequada, onde o entendimento era individualizado e não sofria transformações, mas o professor tem que realizar um trabalho didático diferenciado em que o aluno possa superar as dificuldades e desenvolver criativamente seus conhecimentos e assim tenha entrada do saber.
Na construção do saber o aluno põe em prática seu conhecimento seleciona as formas que chamam a sua atenção, fazendo assim sua própria interpretação. As novas práticas pedagógicas envolvem mudanças e uma delas é que o erro, agora passa a ser uma grande fonte de informação e o professor como mediador utiliza-o como material de estudo. As ações didáticas nem sempre são fáceis de descobrir qual caminho a seguir, pois o aluno tem que saber transformar as informações que recebem em conhecimento e que afinal tenha um sentido para o mundo.
E na relação ensino-aprendizagem e, mais especificamente, no sucesso dessa última que toda didática ganha sentido. O ato educativo tem como característica a intencionalidade, ou seja, é uma ação proposital que visa um fim, o qual, por sua vez, depende das concepções dos atores presentes no ato educativo. (MELO; URBANETZ, 2008, p.105)
Existem muitos recursos didáticos, mas a forma correta de como utilizar esses recursos é que aprimora o ensino aprendizado, e nesse sentido tem razão em afirmar D’Ambrósio (1986, p.1) “... há algo errado com a Matemática que estamos ensinando. O conteúdo que tentamos passar adiante através dos sistemas escolares é obsoleto, desinteressante e inútil”. O professor não pode mencionar que as dificuldades para a mudança na sua aula seja maiores de sua capacidade de modificar o modo de passar os conteúdos, usando e colocando a disposição do alunado os recursos necessários, já que os avanços tecnológicos, os jogos, e outros recursos podem tornar mais atraentes e interessantes às aulas de matemática e assim poder levar o aluno a desenvolver a abstração e o raciocínio matemático.
Existem muitos recursos didáticos e alguns podem fazer a diferença no desenvolvimento de uma aula de matemática de qualidade ganhando uma nova postura e utilizando-se de novas estratégias.
domingo, 25 de abril de 2010
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